Treinamento sim e sempre!

Nesse artigo, o chef David Eleutério chama a atenção sobre a necessidade de treinar bem os funcionários para não perder vendas.

 

Chef professor David Eleutério

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Creio que diversas vezes todos nós, em algum momento da vida, questionamos o motivo de algumas empresas de alimentação não realizarem treinamento ou, se este foi feito, porque não foi suficiente ou eficaz.

Como todo mundo, eu me alimento ou uso serviços de alimentação mais fora de casa do que preparo na mesma. São os novos tempos, que não retornarão ao modelo anterior de alguém na cozinha preparando as refeições para a família. Apesar disso, temos índices altos tanto de aberturas como de fechamentos de negócios entre o primeiro e o quinto ano de funcionamento. A preocupação do empresariado de criar uma equipe que esteja apta para atender todas, ou quase todas as necessidades do cliente, é insuficiente para toda a demanda que os novos clientes estão exigindo (o perfil está mudando). Vou esclarecer o assunto abordando casos verídicos vividos por mim, em alguns lugares.

Caso 01:

Fast-food de frango frito, com o anúncio de um molho novo. Perguntei para o caixa se o molho novo era gostoso como os outros da rede.

Resposta: “Não sei, nunca experimentei”.

Caso 02:

Fast-food de peixes e frutos do mar. Fiquei em dúvida de qual salada e molho comer. Fiz a mesma pergunta e, por incrível que pareça, a resposta foi a mesma.

Treinamento de todas as preparações do cardápio é a coisa mais básica que devemos fazer. Se não conhecemos o produto, como vamos vender?

Custos? Alguns poderiam dizer isso; porém quanto custa a não venda?

Sem contar garçons que desconhecem o cardápio ou uma explicação mais detalhada de cada prato, cozinheiros que entram na cozinha sem treinamento e são jogados aos leões para se virar etc. Olho

Mas a questão maior é:

QUAL O PORQUÊ DISSO?

Sei que muitos empresários usam a frase “Treino e depois o funcionário é roubado pela concorrência”. Se todos pensarem assim, a coisa não melhorará nunca. Contudo, se todos pensarem que “Ao treinar, tenho um serviço melhor e quem vier para mim já vem mais bem preparado”, o cenário começa a mudar.

Mas, independentemente de tudo, meu negócio é a coisa mais importante para mim e, se meu cliente não está sendo bem atendido, ele vai procurar meu concorrente para satisfazer suas necessidades.

Está na hora de mudarmos o pensamento e fazer como muitas multinacionais americanas, nas quais a quantidade de horas treinadas por funcionário é muito grande, pois funcionário que não sabe o que faz, que não sabe vender meu produto traz para mim mais despesas do que receitas. Quem perde somos nós mesmos.

  • Treinamento é caro?
  • E quanto custa perder um cliente?
  • Já quantificamos isso?

Se temos dificuldades em treinar com a equipe in loco, melhor contratar alguém ou alguma empresa que possa atender as nossas necessidades. Fico assustado com a quantidade de erros que se comete hoje, dentro das corporações, e me questiono se todos pensam que suas empresas são maravilhosas e que não precisam gastar nenhum centavo nesse item “Treinamento”.

Será que não estamos míopes?

O valor de um funcionário treinado é incomensurável para nossas instituições. Ele nos traz valores e benefícios que não têm preço.

Pensem assim: Ele Vende Nossa Empresa. Bem ou Mal!

Depende de cada um de nós enxergarmos isso e tomarmos alguma decisão.

 

CONHEÇA O AUTOR

Chef professor David Eleutério – Formado pelo Senac de Águas de São Pedro (SP) com Licenciatura Plena em Pedagogia e MBA em Gerenciamento de Projetos – PMI, o chef professor David Eleutério trabalhou em redes de hotéis, é professor universitário e consultor em empresas de alimentação. Em 2011, foi responsável pela conceituação dos serviços de A&B dos Jogos Mundiais Militares e, durante os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, atuou como responsável pelas operações do Grupo Best Fork, englobando cozinha central de abastecimento, Casa da Suíça, Casa do Canadá e The Club Olimpic – TCO. À frente da Gastronomix Consultoria Gastronômica, presta serviços a todos os tipos de negócios de alimentação, desde a implantação de um novo empreendimento até o diagnóstico e correção de processos e produtos de empresas já em funcionamento. (Contato: www.gastronomix.net.br)

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